28 junho 2012

Esquisito, estranho, perturbado? Eu?

Vc se acha esquisito, estranho, perturbado, um pontinho fora da curva? Ou se considera uma figura, coisa rara, uma pessoa dez.... "dezmiolada"......? rs Eu me acho um freak. Tenho pensamentos automáticos que nunca paro para pensar neles quando paro e penso me mato de rir. Os rituais então nem preciso falar, já ri várias vezes deles enquanto contava aqui no blog. Dizem que o homem é o único animal que ri mas eu descordo. A hiena também é um animal que ri e conheço vários cachorros que riem também!!! Mas com certeza o homem é o único animal que ri de si mesmo! > Mas o que fazer se não "rir"? É rir para não chorar! Levar na esportiva, não deixar a peteca cair, esse tem que ser o espírito de quem tem TOC. E esse é o objetivo do blog, um dar suporte ao outro seja com palavras ou com depoimentos. > Tem um ditado que diz: "Em terra de cego quem tem um olho é rei". Eu já diria: Em terra de cego quem tem um olho é esquisito, estranho, diferente, por isso prefiro estar no meio de quem tem TOC, conversar com quem tem TOC, me abrir com quem tem TOC. > Não é só porque eu escrevo que não tenho necessidade de ler também. Gosto quando pessoas contam no blog suas estórias e manias pois não me sinto tão estranho, tão esquisito, me sinto normal vendo tantas pessoas iguais a mim. Diferente passam a ser os outros que não tem TOC e não me compreendem. > O TOC nunca me atrapalhou na vida acadêmica. Sempre fui bom aluno e tirei boas notas. Tinha meus rituais na sala de aula, rituais para fazer os exercícios, demorava mais que os demais para fazer uma prova mas mesmo assim conseguia terminar antes que muita gente e tirar notas melhores. Escolhi um curso que gostava e terminei no prazo mas descartei algumas profissões por achá-las incompatíveis com quem tem TOC. > Gostaria de ouvir estórias em relação aos estudos de outras pessoas que tem TOC . Como foi ou como é estudar com TOC, cursar uma universidade com TOC, se formar e ter TOC. Pode ser que com alguns o TOC tenha sido mais cruel na área acadêmica ou alguém tenha desistido da profissão que sempre amou por causa do TOC. > Não importa se o depoimento é anonimo ou com um nome fictício, o que importa é que seja verdadeiro. Convido a cada um que se sentir confortável a contar aqui a sua estória sobre o TOC em relação aos estudos. >

58 comentários:

  1. Oi. Adorei seu blog, acabei de encontrá-lo e já li vários posts.
    Meu grande problema é que eu acabo me privando das coisas que gosto, acho que devo passar semanas sem fazer algo banal como ouvir a uma música só pq me mexi na hora errada!
    Nunca tive grandes problemas em relação aos estudos, o máximo era reescrever alguma coisa, ou deixar de anotar algo na hora, deixando para outro dia. Engraçado, pensando nisso agora percebo que temos um certo controle quando o evento não envolve apenas nós mesmos. No meu caso, ir bem nos estudos significa atender as expectativas de muitas pessoas

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    1. Que bom que gostou do blog, esperou que continue lendo e contribuindo:)
      Tb me privei e ainda me privo de algumas coisas que me dão prazer por causa do toc. Parece que nesse ponto somos iguais

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    2. Nossa gente tenho 15 anos e a doeça fcou serio mesmo a 3 atras, quando começou a me encomodar, ai vi que tinha toc, consigo controla as vezes mais muito dificil, meus pais me acha estranha ,

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    3. Boa Noite Pessoal

      Tenho 29 anos e desde que me conheço por gente tenho TOC e tiques bem visíveis, demorei muito pra procurar ajuda, só no ano passado comecei a me tratar com TCC e tomar medicações, ta bem difícil ainda mas o pior já passou, queria dar umas dicas para as pessoas que sofrem de TOC, procure ajuda o quanto antes, pois quanto mais demorar mais difícil é de tratar, não tenha medo de falar para os seus pais, eles vão te entender, talvez não no início mas vão acabar lhe entendendo. Leia o livro " Vencendo o Transtorno Compulsivo", é um ótimo livro e tá da várias dicas de como se portar, faça terapia cognitiva-comportamental pois irá te fazer enfrentar seus medos e fazê-los ficar cada vez menores, quando vier um pensamento ruim na maioria das vezes a primeira coisa que fazemos é pensar no oposto, eu já fiz isso um milhão de vezes, porém NÃO FAÇA ISSO, pois isto é NEUTRALIZAÇÃO e é um ritual mental, ou seja a neutralização só faz aquele pensamento ruim voltar, não faça ruminações pois só geram mais ruminações e rituais só geram mais rituais, aprenda a conviver com a ansiedade pois ela vai baixar depois de algum tempo. Nunca desistam pois é assim que se vence o TOC, e nunca baixe a cabeça, espero ter ajudado. Um grande abraço que deus abençoe todos vocês, Parabéns pelo Blog.

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  2. Eu tive problemas com a leitura. Tinha de voltar varias vezes para anular um pensamento indesejado. Depois melhorei. Um dia parei para pensar no pq que eu nao gostava de ler, e vi que era pq peguei "trauma" disso. Comecei a resistir toda vez que tinha a vontade de voltar. Falhava umas vezes, conseguia outras. Até que isso passou a ser facil e fazer. Eu já grandinha, entendia que voltar ou nao nao faria diferenca na realidade e conseguia resistir ao impulso. A boa noticia é que de vez em quando volta essa compulsao, mas eu digo nao já na primeira vez. E isso passa. O importante é nao aceitar no comeco, pq cada vez que se faz o ritual o pensamento ganha força. E força para o TOC significa perda de tempo e sofrimento para nós, né...
    Sejamos fortes e determinados! bjss Kamila

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    1. Nossa, me vi em você, enquanto lia seu post. Esse também tem sido um dos meus problemas. Começo a ler e daqui a pouco volto e releio porque... nem sei o porquê, é a droga do ritual. Logo, uma leitura que deveria durar um dia, no máximo dois, demora um mês e não a concluo. Acho que estou com "trauma" também kkkkkkkk Vou seguir seu concelho, começando hoje mesmo, e lembrarei que "voltar ou não não fará diferença na realidade".

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  3. Minha profissão está intimamente ligada a orgamização, classificação e categorização das coisas, tem tudo haver com o TOC. Quando a escolhi nem imaginava que tinha isto, pois na bem da verdade descobri isto recentemente. No primário e no segundo grau nunca fui um bom aluno era sempre desperço e preguiçoso tendo atenção somente para as disciplinas que muito me interessavam, isso me fez repetir de ano algumas vezes, hoje imagino o porque talvez sofresse disto desde essa época mais de uma maneira mais moderada, vivia viajando nos meus pensamentos e conjecturando as possibilidades mais absurdas (coisas que ainda faço). Na Universidade já tinha mais responsabilidade e maturidade e sabia que precisaria de ir bem no curso para me formar no tempo certo e seguir a minha carreira, algumas disciplinas principalmente as que exigiam decoreba para as provas não ia muito bem, pois quando lia os textos ficava vagando no mundo da fantasia pensando nas mais diversas coisas e tinha dificuldades em memorizar. Mas mesmo assim levei o curso adiante sem nunca repetir uma disciplina. As divagações mirabolantes continuaram na vida profissional até chegar um ponto que tudo que eu conseguia pensar era só em desatre e ficar ligando coisas a fatos que não saiam da minha cabeça nem por reza brava e junto com isso vieram aflição, medo e ansiedade extrema que começaram a me atrapalhar no meu dia a dia de trabalho e no convivio social , pois os pensamentos ruminates até inocentes e platônicos se tornaram e pensamentos de violência, perversidade e de um monte de coisa fora da realidade que me assustavam cada dia mais e me deixavam com sensação e o pavor de peder o controle sobre eles. Até que resolvi procurar um neorologista que me indicou uma terapia, daí fiz uns três meses sessões, até conseguir me abrir completamente para terapeuta, que após isto me recomendou a procura de um psiquiatra. Depois de procurar o psquiatra vieram os piroes momentos da minha vida, pois a medicação que me foi prescrita cada dia piorava o meu estado os pensamentos bisarros só se intessivicavam e cada dia eu tinha mais ansiedade e medode perder o controle. A médica dizia que o remédio ainda não estava fazendo efeito e que demoraria aproximadamente mais algum tempo para agir, daí ela só aumentava a dosagem de um antipicicotico que havia mandado eu tomar e estava deconfiado que este remédio estava me piorando, até então achava que era estres e acumulo de coisas, até que um dia psiquiatra me falou da pior maneira possível: "Vc tem toque meu filho, tem que tomar estes remédios e fazer terapia". Sai do consultório chocado e fui pesquisar sobre TOC e realmente descobri que muitas das coisas que passava já a muito tempo eram fruto dele e dentre essas pesquisas descobri que o TOC se trata com doses altas de antidepressivos e que antipicicotícos são usados somente em caso de TOC refratário, e no caso a medica me tratava com doses baixas de sertralina (50mg) e dá ultima vez que estive no consultório dela passou a risperidona para 3mg, achei um absurdo e resolvi procurar outro profissional, pois esta deveria achar que eu estava a enganado e possuia algum tipo de psicose. O novo médico me tranquilizou bastante e me passou um medicamento "comum" a fluoxietina e suspendeu srtralina e rispridona e além disto disse que este segundo remédio estva me atrapalhando muito embora service para tratar TOC. Comecei com 20 mg de fluoxitina e hoje sete meses depois estou com 80 mg e me sentindo muito melhor, pois também tenho feito terapia. E hoje estou ai entre autos e baixos lutando contar isto tudo, mas me sentindo bem mais forte que os sintomas do TOC. Agora estou pensando em partir para uma pós-graduação ou fazer um novo curso superior estou estudando as hipóteses do que será melhor. Em fim vamos seguir lutando. Achar estranho eu sempre me achei, muito diferente dos demais, hoje sei porque, mas não ligo.

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  4. Fala Miguelito beleza?

    Primeiramente queria te parabenizar pelo blog, acho que 99% dos portadores de TOC não tem a coragem de expor suas experiências online.

    Li alguns de seus textos e achei suas histórias bem interessantes, na verdade me identifiquei com algumas delas. Eu descobri que tenho TOC há cerca de 2 anos, mas eu devo possuí-lo há pelo menos uns 5 anos. Faço tratamento com remédio e sempre procuro alternativas como a leitura de materiais a respeito.

    O meu grande problema está relacionado ao medo de contaminação. Diferente de muitos que possuem esse TOC, eu não lavo a mão 15 vezes em menos de 5 minutos, mas se eu passo perto de uma lixeira por exemplo, vem um pensamento negativo de que ali eu possa ter me contaminado e na maioria das vezes preciso voltar na lixeira e olhar de uma certa distância se tá tudo OK. Esse é apenas 1 das dezenas de sintomas.

    Faço faculdade de jornalismo e estou a menos de um ano da minha formatura e até hoje o TOC nunca me prejudicou no quesito acadêmico e por sorte nunca me atrapalho em meus relacionamentos. O grande problema é justamente por dentro, na hora de rever nossas ações e perceber que aquilo tudo não passe de fruto da nossa mente. No meu caso 80% do meu TOC é formado por pensamentos obsessivos e no máximo 20% é formado por rituais, o que mais me incomodar é querer me livrar de um pensamento intrusivo e ele permanecer na cabeça o dia todo ou até mesmo por mais de um dia.

    De qualquer forma continue nas suas publicações, estão ótimas e você pode ter certeza de que está contribuindo bastante para os milhares de portadores de TOC que existem no Brasil.


    Abraço


    Lucas

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  5. OI MIGUELITO SABE QUE O MEU TOC TEVE MAIS FREQUÊNCIA NO ULTIMO ANO DE FACULDADE, COM O MEU TCC, POIS TINHA UMA PROFESSORA QUE ME COLOCAVA MUITA PRESSÂO, DAÍ COMEÇOU OS MEDOS E VERIFICAÇÕES EXESSIVAS RELIA O TCC MUITAS VEZES QUERENDO ARRUMAR MINIMOS DETALHES, SOFRI MUITO CONSEGUI ME FORMAR MAS FOI UMA BATALHA, NA ÉPOCA NÃO SABIA O QUE EU TINHA, HOJE SOU PEDAGOGA E ATUAO NA AREA VC JÁ ME CONHECE BEM NÉ? E ESTOU TOMANDO REMEDIOS E FAZENDO TERAPIA.
    ABRAÇOS...

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  6. Oi, adorei o texto, me identifiquei bastante, eu não tenho mania de limpeza, mas já fiz cada coisa que ocupava meu tempo,quando estava na aula escrevendo no caderno se uma letra fosse mais separada da outra ou maior eu ja riscava ou escrevia por cima,demorava horas, sempre tenho que olhar ve se a janela ta fechada quando vou dormir e olho embaixo da cama também, quando estou lendo, eu leio na minha cabeça bem alto a palavra, se algum som de alguma letra for mais baixa que a outra leio de novo, até ficar certinho, e quando vou lavar a louça e tem aquele grão de arroz sozinho ali, isso me irrita, aquela coisa minúscula ali sem razão nem uma e sem falar nos pensamentos, eu penso cada coisa idiota, as vezes sinto vergonha de mim mesma.

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  7. Olá, Miguelito e amigos do blog! Estava pesquisando sobre TOC e encontrei este blog, que é bastante interessante. Estou aflita e gostaria muito de que se alguém puder me dar uma luz ou me falar alguma coisa a respeito, que por favor o faça!
    Estou preocupada com a minha irmã, pois suspeito de que ela tenha TOC. Ela tem, já há algum tempo, umas manias muito esquisitas, que pioraram com o tempo. Só que essas coisas estranhas que ela faz acontecem apenas em relação a mim e à minha mãe. Explico: ela tem a mania de ficar repetindo sons , fonemas, quando estamos falando. Ela também abre um pouco a boca, o que me passa a impressão de uma cara de nojo, quando estamos falando e a palavra requer que a gente abra um pouco a boca para falar. Essa última coisa que falei, ela faz principalmente comigo. Ela repete algumas palavras ou fonemas que eu e minha mãe falamos como que nos corrigindo, como se o modo de a gente falar soasse errado ou irritante para ela.
    Então me pergunto: se a pessoa tem esses comportamentos estranhos apenas com duas pessoas, isso pode ser considerado TOC ou se trata de pura implicância? Porque, por exemplo, ela não faz essas coisas com o marido dela, pelo contrário, faz de tudo para não estragar o casamento. Então acredito que ela tem noção de com quem tem o comportamento estranho. Eu e minha mãe falamos normalmente; quem tem a língua presa com algumas palavras é até o marido dela, e ela, em absoluto, não age assim com ele.
    Sinto-me muito irritada e desrespeitada com esse comportamento dela. Já cheguei a me afastar, o que foi difícil, pois somos muito ligadas, já disse que ficava magoada, já tentei de tudo. Já tentei falar com ela algumas vezes, ela foge do assunto. Uma vez sugeri que procurasse ajuda de um profissional ela me disse que não tem tempo. Hoje ela tem um bebê, mas e antes?? Não sei mais como agir. Acho uma falta de respeito e inclusive eu estou ficando com ansiedade quando vou falar com ela, com medo já de ela começar a me arremedar. É uma mal estar geral! Aí ela faz e tenta disfarçar, mas é ridículo! Qualquer um vê o que ela está fazendo. Consegui arrancar dela uma vez que ela faz isso comigo e minha mãe porque algumas pessoas conseguem atingi-la mais, entrar mais nela. Foi a única coisa de concreta que consegui saber. Sinto-me muito irritada com ela!!! Não sei mais o que fazer. Sou uma boa irmã, uma boa tia e ganho em troca esses arremedos que tanto me irritam. Alguém pode dizer algo para me ajudar?? Please! Muito obrigada e abraços a todos! Ah, minha irmã tem 42 anos e também acho que ela tem mania de arrumação, inclusive ela admite. Ela diz até que eu sou desleixada por não ser como ela, mas não sou desleixada; ela que passa dos limites.

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  8. Ola caro colega do blog.....
    Bom como todos aqui que dão seus depoimentos, eu darei o meu, é dificil com certeza dar esse relato, admitir que tenho a doença e o quão angustiante ela esta sendo na minha vida. Diferente de outros relatos, vou começar com meu principal medo- sempre foi ficar sozinho, perder a mulher que amo ou algo assim. Isso começou com minha 1 namorada aos 16 anos, tinha medo que ela me traisse, que me abandonasse , de que quisesse outra pessoa. Foram ai que meus medos se tornaram constantes , apesar de não ter motivo algum, começaram a ser um tormento em minha mente. Passei a manter rituais, como fazer orações em determinados locais ( como por exemplo , aonde nos conhecemos, no shopping, parava e pedia milhares de vezes a deus que não acontecesse) , ou tinha que segurar o portão e fazer a mesma oração pois estava na porta da minha casa, onde meus supostos "inimigos" poderiam entrar.Isso me prejudicou muito. Varios anos se passaram , e as manias se mantiveram, os pensamentos obcessivos ainda mais fortes rondam minha cabeça. Hoje eu tenho 24 anos, sou estudante de medicina, quase me formando e sofro com essa doença.Estou com uma pessoa a 6 meses, amo ela intensamente e os mesmos obsessões rondam minha mente.....medo de perde-la incessantemente ,medo de que algo conspire contra mim , e faça com que ela saia da minha Vida. Isto esta atrapalhando nossa relação e resolvi lutar contra essa doença. Hoje me sinto desvalorizado, pois não consigo estudar para minha universidade, vivo exclusivamente alimentando essa obsessão, e a cada dia sofro mais e mais. Não tenho com quem contar.....me envergonho de ser tão fraco e indefeso contra isso , e achar todos os dias que o pior pode acontecer comigo.Já fiz inumeras vezes o tratamento com antidepressivos, mas parei varias vezes, achando que estava bem , mas não. Hoje estou retornando ao meu tratamento, e estou com muito medo, confesso que estou chorando agora e não sai de casa ainda hoje e não vou sair.Por favor , todos que leem esse blog, não deixem que essa doença dominem suas Vidas , como aconteceu na minha , ela so fara crescer sofrimento e angustia.

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    1. OI AMIGO, ME CHAMO MARIA SOFRO COM TOC HÁ QUASE 17 ANOS,POR FAVOR NAO SE SINTA FRACO,ESSA DOENÇA É MUITO DIFICIL DE AGENTE CONTROLAR,NOSSAS ANGUSTIAS SEMPRE VEM A TONA,EU SEU DE TODOS OS NOSSOS RECEIOS, MAIS NÓS PODEMOS NOS AJUDAR. AMIGO TEM UM LIVRO QUE LI ACHO QUE ELE PODE TE AJUDAR O NOME DO LIVRO É: VENCENDO O TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.
      VOÇE DISSE QUE VAI VOLTAR A FAZER TRATAMENTO FARMACOLOGICO, QUE QUE VOÇE OBTEM MELHORA COM OS REMEDIOS MAIS VOÇE NAO PODE DEIXAR O TRATAMENTO QUANDO ACHA QUE ESTA BOM, POIS ASSIM VIRAO MUITAS RECAIDAS,PELO QUE NEU LEIO,QUANDO A PESSOA SENTIŚE CURADA TEM QUE PERMANECER COM O TRATAMENTO POR 1 ANO, COM A SUPERVISAO DO SEU MEDIDO QUE IRA ABAIXANDO AS DOSES ATE RETIRAR O REMEDIO COMPLETAMENTE; TEM TERAPIA COPORTAMENTAL, SE VOÇE NAO A CONHECESSE CHAMA-SE TCC

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    3. Força!!
      Eu tenho 24 e também sinto esse medo constante de perder a pessoa amada desde o começo. Como se já estivesse certo que ela 'irá embora' um dia.
      Os rituais de todos os tipos se fortalecem quando esse medo aumenta.
      Você já pensou em conversar com ela sobre isso? Meu namorado sabe de tudo isso e foi bom ter compartilhado com ele, pois ele compreende, me dá apoio e até me ajuda a perceber quando é um medo irracional.

      Volte a fazer o tratamento, sim! Se cuida!

      M.G.

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    4. Força amigo procure outros tratamentos...

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  9. Oi Miguelito, sofro com toc desde os 14 anos, agora tenho 31 anos e continua, ou seja, ha mais de 16 anos que eu tento sobreviver ao toc,

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  10. oi sou do comentario acima me chamo MARIA

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    1. Oi Maria, muito obrigado por suas palavras.
      Vc tem gostado dos posts?
      Beijos

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  11. Tenho pensamentos obsessivos compulsivos, sem rituais...mas que me enclausuraram e me enclausuram até hoje, desde os 17 anos, hoje tenho 40 anos. Sei da prisão que minha mente faz comigo, sou fã de Kristinamurth, Osho, e todos os orientais que seguem essa máxima de não dar importância aos pensamentos (eles são os responsáveis por todo medo q sinto). Quando surge algum pensamento novo negativo é pior, o TOC fica mais forte. Sei que que o esforço para me livrar deles, só mais mal me faz. Atualmente, estou em crise e voltei a tomar sertralina e rivotril. Meus pensamentos são tão absurdos e o pior que eu sei que funciona assim: quando não queremos eles, é que ficam mais e mais fortes e são mais ligados a tudo que possa ameaçar a " beleza", . Cresci ouvindo isso desde pequena: " como ela é linda...fosse no colégio, fosse em qualquer outro ambiente...me agarrei a essa beleza, como se isso fosse a coisa mais importante da minha vida. Como um castigo sei lá da vida, quando do nada, nem sei de onde vieram esses pensamentos negativos, e tão sem sentido. Lembro-me do primeiro movimento de toc que eu tive, nem sabia o que era isso (nem sei se é toc o que tenho), mas, do nada lá pelos 17 anos, de repente estava a me olhar no espelho e veio um pensamento estranho e sem sentido algum ( pois nunca havia problema algum com essa parte do meu rosto, muito pelo contrario, sempre gostei de tudo em mim), então, naquele momento, comecei a pensar na minha boca, do nada, e nem sem o porquê tive esse pensamento...a partir daquele instante, nunca mais deixei de pensar na minha boca, obsessivamente, comendo, dormindo, estudando, 24 horas por dia o pensamento não ia embora, isso anos a fio, parecia, às vezes doer de tanto pensar, depois fui me "acostumando" a esse pensamento louco, acho que inconscientemente, fui percebendo que quando deixava de me importar ele ficava mais fraco, então em casa, ele se atenuava mais. Tinha a sensação de que quando eu pensava na boca, que eu de alguma forma pudesse não estar tão bonita por estar pensando nela, pois era um pensamento negativo, desconfortável pensar na boca. Vivi minha adolescência assim: sem querer sair de casa, sempre evitando sair, pois quando saía, o pensamento negativo se acelerava mais e mais com tanta força que nem sei explicar, ele simplesmente não desgrudava de mim...)Nem tenho forçar para continuar, acho que falei mais do que imaginava...de lá pra cá tive e tenho variações desse pensamento inicial e em outras partes do rosto...mas, sempre com maior intensidade na boca....hoje, estou com um pensamento muito louco na região das sobrancelhas ( tenho medo de pelo fato de pensar nelas, elas possam se mexer e as pessoas virem...é tanta loucura, sempre que via alguém com algum tique nervoso, tinha uma aflição horrível e, lá vinha um pensamento: "não posso pensar nisso, tenho medo de ter isso".....bom já vivi e vivo ainda coisas incríveis, que nunca tive coragem para falar até há alguns anos atrás, quando conversei com meu marido. Também já depois de muito tempo fui a alguns psicólogos, mas, nunca bons (pois os bons precisa-se ter dinheiro e nunca pude bancar, mesmo por que meu "Toc ou sei lá que doença essa me impediu e me impede de socializar, de procurar emprego, não fosse meu marido, não sei o que seria de mim....com certeza, ele me ama de verdade, pois só de saber as coisas que ele sabe, se não tivesse amor, não sei se estaria comigo hoje! Acho que os pensamentos do TOC estão relacionados ao nosso ponto fraco, ela pega no que damos mais importância, no meu caso, pensamentos que possam ameaçar a "minha beleza" pensamentos totalmente distorcidos ( que por sinal. nunca vi nada parecido e sem ritual ). Já li vários depoimentos de TOC, mas, cheguei a pensar que o meu fosse um caso específico, pois já tinha lido de limpeza, simetria, religioso...etc, mas, nunca medo de ter uma coisa que nunca tive: Tiques, ou coisa parecida, tudo por causa do valor excessivo que dou a isso e a preocupação com as pessoas....bom, esse é meu desabafo!

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  12. Continuando....apesar de hoje estar um pouco melhor, há duas semana atrás entrei em desespero profundo, sem uma luz no fim do túnel..sem saber o que fazer e o pior é saber que nem a morte poderá resolver...pois acho que tudo não resolvido aqui, levamos juntos...é uma aflição terrível....obrigada !

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    1. Que bom que vc compartilhou conosco sua aflições. Eu já vi algumas pessoas se preocuparem demais com a aparência, eu acho que toda preocupação em excesso, todo pensamento que não saí da cabeça, seja ele qual for é fruto do toc afinalo toc é isso, pensamentos que não saem da cabeça.
      Beijos

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    2. Olá Anônima. Sei exatamente tudo o que vc sente e te compreendo. Você não imagina o quanto... Sempre fui muito ligada na beleza, muitos cuidados, regimes malucos e recebo elogios, muitos e não acredito em nenhum deles (rs). Há 3 meses cortei meus cabelos e quase enlouqueci! Me olhava no espelho de minuto em minuto e via um lado maior que o outro. Cheguei a varar noites! Fiquei um verdadeiro trapo humano. Nesta época tomava Fluoxetina e meu psiquiátra mudou a medicação para Luvox (fluvoxamina). O período de adaptação foi um verdadeiro inferno! Passada a questão do cabelo vieram as sobrancelhas... me olhava e via uma mais grossa que a outra e não tinha forças para corrigí-las, pois no fundo sabia que tudo era fruto do TOC. Enfim, a mensagem que deixo pra vc é de que essas crises passam. Precisamos descobrir dentro de NÓS MESMAS o ser que nos habita, entende? Quem somos de verdade. Descobrirmos a importância do SER e não do ESTAR bonita. Como diz o poeta "a beleza é efêmera". Façamos a nossa parte sem excessos e aguardemos por um novo ritual mais brando. Um grande beijo pra vc e conte comigo!

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  13. Olá gente! Meu nome é Andressa e tenho 20 anos. Estou abismada com os relatórios que vi por aqui, pois achava que só eu tivesse essas "crises". Ao longo dos 8 anos (do que me recordo, comecei com alguns sintomas aos 12 anos) várias"maninas" me assombraram, umas deixaram de me atormentar outras continuam, e novas surgiram. Sempre fui tomada por pensamentos estranhos quem, em muito das vezes incluem o sexo, e eu com nojo e repugnância tenho fortes pensamentos de suícidos e homicídios, algo realmente horrível! Os pensamentos de doenças ou acidentes sérios também me aterrorizam bastante e para eu "aliviar esses pensamentos, acabo repetindo alguns rituais, o ritual mais frequente é de fazer o sinal da cruz com uma mão de cada vez e orando ao mesmo tempo, pedindo "perdão" a Deus. Hoje tenho também outras maninas como pegar em várias partes da porta quando estou saindo do comodo e também quando passo na frente de algum. Lendo algumas manias aqui, percebi que tenho várias em várias épocas e agora vou começar a anota-las. rs eu nunca falei claramente sobre isso a ninguém, nem aos meus pais, pois sempre acho que vão achar que é besteira ou frescura. Certa vez, a alguns anos atrás falei rapidamente que tenho os sintomas do toc para meus irmãos e minha mãe, mas eles não levaram muito a sério e achou que fosse invenção de adolescente e até disseram que tem toc quem tem a mania de limpeza e de tomar banho com frequencias (sintomas de limpeza em geral eu não possuo) acabou que eu nunca procurei um médico para falar sobre isso por medo e insegurança. Tenho receio do médico achar que estou caçando doença e que o que eu tenho não tem nada a ver com o toque. Na verdade, estou aqui falando isso tudo porque preciso de conselhos e preciso principalmente saber se tudo isso é sintomas de TOC mesmo. Me desculpem pelo longo texto.

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    1. Olá Andresa,
      Pelo que vc conta parece sim ser toc. Não é somente pensamentos relacionados a limpeza ou organização que estão relacionados ao toc, pensamentos de cunho religioso e relacionados com o sexo tb são sintomas do toc. Como vc deve ter lido meus rituais são basicamente relacionados a religião e ao sexo e às vezes aos dois. Espero ter te ajudo e escreva o quanto quiser.
      Beijos

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  14. Ao contrário da maioria, eu não guardo objetos inúteis, eu desfaço de meus pertences úteis (Roupas, óculos, relógios, câmera-digital, note-book, computador, malas). Para controlar a ansiedade de limpeza de meus pertences, retirei os adesivos originais dos pertences e os que não possuiam adesivos eu escrevi meu nome nos mesmos. A ansiedade de limpeza funcionou por uns dois meses ate eu imaginar que meus pertences estavam estragados por não possuir adesivos e outros com minha assinatura. Teria que me desfazer deles para tirar esse absurdo que eles estavam estragados e assim o fiz. Comprei tudo novamente.
    Logo depois senti na obrigação de abrir suas caixas originais e verificar e colocar as notas em ordem, por ser muitas caixas resolvi jogar fora para não tropeçar mais neste ritual hoje penso que todos, sim todos meus pertences estão estragados por não possuirem a caixinha original e as notas. Minha mente está conseguindo me dominar negativamente.

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    1. Olá btfg,

      Sei que não deve ser fácil para vc mas veja pelo lado bom, essa sua mania tem feito alguém feliz, a pessoa que recebe seus objetos. Pior aquele ritual em que prejudica não só vc mas tb quem está ao seu lado.
      Vc já procurou ajuda? O melhor caminho ainda é procurar um psiquiatram um psicológo e desabafar aqui :)
      Abraços e espero que todos nós nos curemos um dia, o 1o que encontrar a cura por favor nos diga o caminho das pedras

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  15. Comecei a fazer curso na faculdade e larguei. Então meu relato fica meio que pela metade =)
    Na escola apartir de uma dada época em que tive problemas emocionais fiquei péssimo e a doença piorou meu desempenho. Eu continuava muito inteligente mas não me adequava ao ritmo de aprendizagem. Eu era metódico demais com tudo que aprendia e acabava sempre me enroscando na matéria, ensina-se com muita pressa no Ensino Médio =(
    Em outra fase fiquei tão mal que não conseguia ler! Eram tantos os pensamentos me distraindo que não conseguia ler uma frase antes de esquecer o início da mesma.
    Cheguei a abandonar a escola por um tempo, para desespero dos meus pais e educadores, já que sempre fui se não o mais esperto da turma, um dos...
    Graças a muita terapia e insistencia hoje estou ai firme e forte na batalha, ja comecei a fazer faculdade, larguei por questão de gosto, e hoje estou fazendo cursinho para voltar a fazer faculdade =)
    Acho um assunto bem delicado esse do mundo academico e das profissões para quem tem TOC. Tem que ter muita força e sensibilidade para saber bem o que esta se fazendo.

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  16. Olá!

    Apesar de gostar muito de ler e escrever desde pequena, sempre tive dificuldades para acompanhar as matérias, fazer provas, estudar e etc, por causa do TOC.
    Assim como o Miguelito tenho TOC desde os 6 anos e sempre foi muito complicado. Ainda mais quando cursei a graduação em Ciências Sociais, pois gostava e precisava ler muito, porém, se estivesse preocupada ou tensa com algo, simplesmente não conseguia passar da primeira linha.
    Depois fiz outra faculdade e hoje trabalho como Redatora. Como é inviável não escrever [porque amo e me sinto melhor fazendo-o] desenvolvi algumas coisas para me ajudar no processo da escrita. Como: pegar uma caneca média de café, montar uma playlist extensa de Rock Clássico e simplesmente focar nisso com toda a minha força. hehe

    Nunca prestei Fuvest. Seria DESESPERADOR para mim.

    Parabéns pelo Blog!
    Com certeza ele ajuda muitas pessoas. Descobri recentemente e é meu novo livro de bolso.

    Beijos!

    M.G.

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    1. Olá M.G.,
      Sinto-me lisonjeado por receber os parabéns de uma redatora :). Se vc gostou é porque deve ser bom mesmo rs. Tb gosto de desenvolver meu trabalho com uma xícara de café. Aliás, uma não, várias e apesar de amar escutar música meu toc não me permite escutar música enquanto trabalho. Esse seria um tipo de prazer que ainda não consigo me dar pela culpa que o toc gera. Não sei se vc sabe mas a maioria dos portadores não se permitem terem prazer.
      Beijos e espero que possamos ser amigos

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  17. Anônimo (LP). Olá,
    Hoje é um daqueles dias que passei pesquisando no google por ajuda e encontrei este site. Tenho TOC desde antes dos seis anos de idade. Inicialmente eram manias (das mais variadas: pisar simetricamente no chão, voltar para tocar numa determinada parede, o que acontecer com uma mão, fazer com a outra etc...). Na adolescência tinha pensamentos terríveis de violência e morte. Pensava na morte de meus pais, na morte de amigos, em acidentes com comigo. Era algo tão real em minha mente, que eu ficava paralisado só pensando e pensando, chorava como se estivesse no velório ou hospital. Depois vieram pensamentos bizarros voltados para sexo... Era algo tão humilhantes, ficava me sentindo tão sujo pensando nestas coisas... Comecei a criar rituais de rezas (era católico na época). Teve um dia em especial que eu fiquei horas orando em cima do milho para que Deus me livrasse destes pensamentos. Depois vieram dúvidas constantes em relação a tudo na vida: será que eu fiz isto mesmo? será que eu machuquei alguém, sera? será? será? Tive medo de ser homossexual? Ficava pensando, será que sou? Sem nunca ter tido contado e sempre ter namorado mulheres... Hoje sou casado, tenho duas filhas lindas e amo demais minha esposa e sinto-me satisfeito sexualmente com ela. O terapeuta disse que todas estas dúvidas, inclusive pensamentos voltados para a homossexualidade eram sintomas (no meu caso em específico) do TOC... Mesmo assim, pensamentos bizarros continuam... O TOC atrasou tanto minha vida... Entrei e sai da faculdade várias vezes, mudei de curso três vezes. Acabei e renovei um determinado namoro várias vezes. Sempre tenho dúvidas se a melhor decisão a tomar, sempre me questiono... TÔ CANSADO... TÃO CANSADO... Queria parar de pensar...
    Mortes, dúvidas, medos, sexo estranho, homossexualidade, culpa, acidentes, medo de matar meus filhos, medo de fazer uma besteira com alguém, medo de cometer suicídio, medo... Com isso, busquei há pouco mais de um ano ajuda com psiquiatra... Quando ela me disse que isto era TOC, senti-me aliviado... Isto não sou eu, é uma doença... Faço tratamento com oxalato de escitalopram (inibidor de serotonina), mas como este remédio estava atrapalhando minha vida sexual com minha esposa (ejaculação retardada), ela indicou outro para tomar de dia: wellbutrin xl 300mg(bupropiona). Logo, tomo dois remédios: reconter 20 mg (oxalato de escitalopram) de noite e wellbutrin xl 300mg (bupropiona) de noite... Além disso, faço terapia cognitivo-comportamental (TCC), que é a terapia indicada para quem tem TOC/ Ansiedade social/ Depressão...
    Devido ao TOC e a sentimentos de incapacidade, tive como comorbidade a depressão. Além disso, o terapeuta afirmou que

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    1. Anônimo (LP), continuação.
      tenho hiperatividade mental, juntamento com ansiedade social... É tão difícil me concentrar em algo... Quero tanto estudar para concursos e está sendo muito difícil... Terminei a faculdade, fiz pós-graduação, mas não estou trabalhando no que gosto. Na verdade, descobrir o que gosto é tão difícil... Não é orgulho o que irei falar, mas apenas quero me abrir, sei que sou bom em matemática, física, história, estudo de normas e leis, português etc, mas de que adianta ser bom em algo e não conseguir direcionar este estudo para um resultado real? Preciso de esperança... Venho buscado ajuda também em Deus, pois sei que Ele realmente me entende e sabe como me sinto, sei que Ele me ajuda dia após dia a viver... Não quero deixar mais o TOC me impedir e atrasar a minha vida, TÔ CANSADO...
      Obrigado por me deixar compartilhar.

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    2. Anônimo (LP), continuação.
      O pior de tudo isto foram algumas pessoas ter se aproveitado de minha doença... Uma namorada bem mais velha que disse que eu deveria namorar com ela, pois recebera uma revelação para mim... Isto ficou tanto na minha mente... Foi um tormento, várias idas e vindas. Outra vez, um líder eclesiástico se aproveitou de ter relatado os pensamentos horríveis de sexo que tinha, inclusive o medo de ser homossexual, que ele abusou sexualmente de mim... Tudo isto só fez piorar minha situação... Quando saía para estudar com alguns amigos, e dormia na casa de um, eu de madrugada andava pegando nas paredes para não "tocar nas partes íntimas" de nenhum deles... Andava sempre com as mãos na parede com medo de minhas mãos fazerem coisa errada...Pensava que era loucura... Hoje vejo que é TOC... Minha jornada até o momento atual não fora fácil, mas estou conseguindo vencer tudo com amor de minha esposa e filhos, ajuda de meu terapeuta e psiquiatra, e principalmente com ajuda de Deus... Mesmo assim, tenho momentos de desânimo, frustração, incapacidade... Preciso aprender a conviver com o TOC.

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  18. Oi Miguelito, entrei aqui outro dia e fui a que te pediu que me perdoasse se parecesse insensivel, mas muitas das manias que vc nos descreve eu acabo dando risada porque eu mesma me identifico. Outras sao muito tristes, claro. Eu conheco esse sentimento de "prisioneira" que sentimos. Bom, ainda nao quero deixar de ser anonimo, mas me identificarei como Lia.
    Entao, vc nos pede para que contar como foi o TOC e os nossos estudos, ai vai:
    Tenho 34 anos e realmente foi difícil completar a universidade. Quando comecei a ler os seus posts de que os portadores de toc sao muito indecisos e mudamos muito o humor, nossa me identifiquei na hora. Na verdade eu sempre desconfiei que algo nao muito normal passava por mim. De criança me levantava varias vezes da cama para me certificar de que todas as portas estariam fechadas (quando todos estavam dormindo, claro) umas quantas vezes. E demorava horas para fazer o dever de casa porque ao errar uma única palavrinha ou uma única letrinhas sair feia eu começava tudo de novo. Apesar disso era excelente aluna, minhas notas eram como mínimo 9,5 claro que eu era bem repudiada pelos meus colegas tanto pela minha timidez como pelas minhas notas. Eu nao sei qual o meu QI fizemos um teste na escola mas a minha mãe nunca quis me dizer dizendo nao querer competição entre eu e o meu irmão. Sempre achei que o meu irmão fosse mais inteligente porque ele sempre foi muito objetivo em tudo o que faz e eu dando mil voltas, tanto pela minha indecisão como por ficar repetindo uma e outra vez uma carta, uma lição até sair perfeito.
    De aí a falsa idéia de que sou perfeccionista.
    Bom aí veio a época do vestibular. Eu sempre quis fazer belas artes, quando pinto eu me sinto livre, é o único momento em que nao fico repetindo e repetindo e repetindo. Muito estranho, e me sinto bem. Mas claro, quando a gente tem 17-18 anos a gente se deixa levar pelos outros e acabei estudando outra coisa que nao tem muito a ver comigo (na área de ciências). Bom aí sim deu no na minha cabeça, porque nas aulas de laboratório químico o fato de ter toc ajudava em parte, a cor do composto, a quantidade de gotas, o nível de liquido, tudo tinha que estar perfeito. Ótimo, excelente, so que como me parecesse que uma gota estivesse mais gorda que outra, ou seja nao perfeita tinha que repetir todo o experimento. Claro que nao acabava nunca.... Nao sei explicar mas foi a primeira vez que levei bomba na minha vida. Nao porque fosse incapaz, mas porque era incapaz de terminar o experimento na hora.

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  19. (continuação porque era muito longo):
    Bom, abandonei os estudos e fui embora de casa, morei em outras cidades e até países. Foi aí que o toc pegou forte. Como me sentia totalmente desprotegida e estava totalmente sozinha imaginava o pior sempre, o meu toc de comprovação aumentou muito me levantava várias vezes da cama para comprovar se tinha fechado as portas, gás, luzes, janelas e posto o despertador.... Fiquei ainda mais indecisa em tudo ah e me sentindo miserável! Eu pensava puxa sou uma decepção pros meus pais, enquanto o meu irmão fez o seu próprio negocio, família, sua própria casa, eu to aqui com mais de 20 anos e sem nada... Bom, ate me saem lagrimas quando me lembro desse sentimento. Aí também começou o meu toc de limpeza, tomava banho varias vezes ao dia e lavava a cabeça (cheguei a ter feridas na pele por causa disso), escovava os dentes varias vezes (tive gengivite) e a mão então nossa toda hora lá lavando, sempre tinha feridas entre as unhas de tanto que lavava. Esses sintomas agora felizmente estão todos curados porque a mania por limpeza curei ou estacionei agora.
    E nada, faz uns anos voltei pra casa e decidi estudar o que sempre quis que sao as Belas artes. E curioso porque como te falei é o único que nao me faz repetir e repetir e me trás liberdade, é tão estranho. Nao tudo, quando desenho é complicado, tenho a tendência de repetir e apagar e repetir mas como meus professores nao me deixavam consegui me livrar desse estigma. Mas na pintura é liberdade total. Agora dou aulas e é tudo de bom, e estou pensando em fazer mestrado e estou tranqüila.
    E bom, como te comentei em outro momento tenho altos e bons momentos e agora estou em um momento alto, o meu toc diminui incrivelmente, eu ja nao tenho mais mania por limpeza nem ordem. Gosto de tudo arrumado, mas se os papeis e livros estiverem assimétricos tudo bem, tomo banho uma vez ao dia so e nao fico lavando a mão toda hora. Minha gengiva se curou, tudo de bom. O único que ainda continua é o toc de comprovação mas bem menos. Ainda sinto que devo voltar uma e outra e outra vez para comprovar que fechei tudo, mas ja nao chego atrasada aos meus compromissos e ainda tenho o probleminha de rescrever tudo de novo se uma coisinha esta errada (aqui nao porque como escrevo no celular com certeza estará cheio de erros e nao posso voltar) mas também diminuiu,
    Eu so recentemente comecei a ter ajuda, porque apesar de desconfiar que tivesse toc isso era palavra proibida, se alguma vez comentei que desconfiava diziam que queria era ser diferente. Mas meu medico acabou confirmando. E procurando sobre o tema achei o seu blog. Lendo alguma coisa me identifiquei ainda mais.
    E nada aqui estamos. Eu sei que o meu toc tem momentos altos e baixos, quando me acontece algo muito ruim o toc vai lá pra cima, aí é uma loucura, fico ate com vontade de me matar pra alcançar a liberdade! Mas qd estou em um momento alto que as coisas estão dando certo, então o toc fica bem baixinho. Ajuda muito o fazer o que vc realmente ama.
    Um abraço!

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    1. Olá Lia, não importa que ainda seja anônima, só de ter um nome para eu não ter que te chama de anônima está ótimo:)
      Muito bonita sua estória, eu tb queria ter feito artes cênicas mas acabei fazendo engenharia, será que terei coragem de estudar novamente e fazer teatro? Em cima do palco eu tb não tenho toc. Vc morou em que país? Quais cidades vc conhece? Eu nunca fiz teste de QI mas moro de curiosidade para saber meu QI. Tenho um irmão mais novo e sempre achei ele mais inteligente mas hoje vejo que eu sou mais inteligente mas ele é mais esperto que eu.
      Beijos e quando quiser crie um email fictício tb e me escreva
      Miguelito

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    2. Você podia fazer um curso de artes cênicas, como um hobbie, você vai ver como vai te ajudar. Eu to aprendendo que nos dedicar a nós mesmos, fazer aquilo de que gostamos ajuda muito.
      Olha quando eu disse ao meu médico que depois de muito tempo resolvi fazer aquilo de que gosto (que sao as Artes) ele me disse: " então por fim você percebeu que você vale a pena" ou seja, os portadores de Toc somos altamente responsáveis mas com os outros, nos pensamos nos outros, o que os outros vão pensar, os outros, os outros, se vão nos aprovar ou desaprovar... E essa cozinha que nos fala também é Outra pessoa... Então eu sei que é difícil realmente fazer o que gostamos e mais se é no âmbito das artes, nos temos que pagar as contas. Eu durante muito tempo trabalhei com coisas que nao Tinha nada a ver comigo (secretaria, administrativa....) mas comecei a ao mesmo tempo estudar artes e foi me ajudando.
      Então amigo, ajuda se vc realmente gosta de teatro porque nao procura um cursinho sei lá tipo no sesc, se é uma atividade que te livra do toc por esses momentos é que é um momento que vc esta dedicado exclusivamente a VOCÊ, O MIGUELITO e nao Ao SR. TOC ou as outras pessoas. Nesse momento vc nao esta nem aí se te aceitam ou nao, nao é verdade?
      Lia

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    3. Perdão queria escrever vozinha ( de voz) e nao cozinha é o corretor do celular. Uma porcaria...

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    4. Oi Lia,
      Fiquei até mais animado para fazer teatro. Nem que seja apenas como hobby e não como sustento mas ainda acho que me daria bem como ator. Fui escolher justo computação! Nada a ver com teatro que eu amo. Se eu estreitar uma peça vc viria me assistir? Rs
      Beijos e obrigado pelas força (ah, tb escrevo pelo celular e aas vezes o corretor é um pato, ops, um tato, aiiiii, um chato!!rs)

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    5. Adoraria ver vc em cena Miguelito! Pode contar comigo!
      Lia

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    6. Lia, indentifico-me muito com suas manias. Tenho meus altos e baixos e estou quase chegando lá! É muito bom sabermos que não estamos sozinhos neste mundo!

      Beijo.

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  20. Oi miguelito,estou aqui para lhe contar tudo sobre o meu TOC,eu tenho essa doença desde meus 4 ou 5 anos,mas só descobri ser portadora quando tinha meus 27 anos,o caso é que quando criança eu ja tinha complexo de tudo quanto é coisa que voce pode imaginar,eu tinha medo de ficar sozinha,de dormir sozinha,e muitos outros medos que se eu fosse contar ficaria aqui o dia inteiro,hoje tenho 33 anos e percebo o quanto a doença me prejudicou,quando eu era criança eu me lembro que roia as unhas até mesmo a carne até sangrar e minha mãe me batia toda vez que eu colocava a mão na boca e ainda me xingava muito.
    Quando eu tinha +ou- uns 9 anos a doença começou a evoluir,mas sempre quando ia dormir,então quando eu me deitava só conseguia dormir se minha mãe segurasse minha mão até eu adormecer como nós eramos pobres então eu e minhas irmãs dormiamos no mesmo quarto que meus pais,mas eu tinha que segurar então eu sempre dormia do lado dela e então algum tempo depois meu pai conseguiu construir um pequeno quarto no fundo da casa e então vieram pensamentos ruins em minha mente eu não fiquei nem um pouco feliz com meu novo quarto foi ai que eu comecei a ter o TOC de religião eu não me sentia nem um pouco se gura então depois que minha mãe nos fazia deitar para dormir eu começava a dizer para ela dormir com todo e qualquer santo que eu conhecia e ficava pelo menos 1 hora dizendo para ela dormir com Deus,o Anjo da guarda,Nossa senhora da Guiae dai por diante e como eu e minha irmã dormiamos na mesma cama então as vezes ela viajava para outra cidade na casa dos padrinhos então esse tempo que ela passava fora gerou outra forma de TOC,eu dormia de cabeça coberta e quase morria sufocada por isso,pois meus pensamentos me diziam que um ser do alem iria me atormentar.
    Então depois de algum tempo quando tinha 11 anos eu passei por um momento muito dificil em minha infância eu sempre soube que meu pai era alcoolatra isso nunca foi um segredo para mim,pois todos os dias ele chegava em casa carregado pelos amigos,mas naquele dia foi diferente minha mãe arrumou minhas irmãs e também a mim para que fossemos a missa como faziamos sempre e naquele dia meu pai chegou outra vez carregado em casa e minha mãe o deixou jogado no chão totalmente desmaiado foi quando decidi ficar em casa com ele eu me lembro que naquele dia eu pedia em desespero que Deus tirasse meu pai daquele vício então além do TOC comecei a desemvolver também os sintomas de depressão,na adolescência o TOC foi aumentando e eu me perguntava porque ninguém gosta de mim,porque não consigo um namorado,porque não consigo ter amigos,eu era timida em excesso,eu não tinha confiança em mim mesma,pois sabia que não estava bem,então eu comecei a desenvolver outros sintomas de TOC o de organização,cimetria,números,eu i8a ao banheiro e tinha que abrir e fechar a porta pelo menos umas 3 vezes a e também de colecionismo,eu coleciono livros desde os 10 anos,os tapetes tinham que ficar bem no centro da sala senão eu ficava arrumando os tapetes por horas a fio,as cortinas tinham que ficar sempre bem fechadas e não podiam deixar nem um resquicio de luz da rua entrar no meu quarto senão eu ficava passando a mão na cortina até ter certeza que a luz entraria no meu quarto,antes de me deitar ficava fazendo o sinal da cruz por todos os comodos da casa pelo menos umas 3vezes abandonei os estudos,pois eu também sofria bulling na escola
    e também tenho que beber água contando quantos goles eu bebo geralmente é 10 goles e ainda tenho que deixar um pouco no fundo do copo para depois jogar no chão toda vez que vou ao banheiro quando pego o papel higiênico em que dobra-lo em 4 vezes,fico dando tapinhas nos copos depois que jogo o que sobrou da água no chão entre outros.

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    1. Olá anônima, seu relato em algumas partes se parecem com o meu. Meu pai tb já me bateu por causa do toc e eu tinha obsessões com relação a religião. Tive muito medo quando era criança, medo de coisas reais e medo de coisas irreais. Hoje vejo quanta bobeira era mas para uma criança era assustador. E hoje como está seu toc? O meu melhorou e muito com remédios e terapia mas ainda tenho toc.
      Beijos

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    2. Ah, achei demais vc nos contar que conta os goles de água e que geralmente são 10 goles rs. bem coisa de quem tem toc

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  21. Oi, parabéns pelo blog, é um dos poucos que encontrei que fala do TOC de uma forma mais humana, através de depoimentos, e não explicando os sintomas e mandando a gente procurar um psiquiatra.
    Realmente, o TOC está lá em todos os momentos da nossa vida, e tentar conciliar ele com os estudos não é fácil!
    Tenho TOC desde os 5 anos, e, apesar de ter ido a vários psicólogos, nenhum conseguiu diagnosticar, simplesmente ignoravam o assunto, como se fosse algo passageiro. Mas não foi.
    Essa dificuldade do diagnóstico se devia ao fato de que o meu toc não me obrigava a seguir rituais, como é comum, ele trazia pensamentos ruins obcessivos em minha cabeça. E, na minha cabeça, se eu não ficasse horas pensando nessas coisas ruins, algo ruim poderia acontecer. Estranho né? Mas é mais ou menos isso o que acontecia.
    Aos 17 anos, entrei no cursinho, pois queria fazer um curso caro, e meus pais não tinham como pagar. Ano de cursinho já é ruim, você vive sob pressão, imagina pra quem tem TOC! Eu estava em uma aula, e, de repente, um pensamento ruim vinha na minha cabeça. Mas eu não podia prestar atenção na aula, eu precisava ficar pensando nisso até achar que tava bom. À tarde, quando eu ia estudar, a mesma coisa, parava os estudos pra ficar horas pensando em um determinado assunto.
    Apesar disso, segui firme, duramte dois anos no cursinho. Hoje digo que a maior conquista da minha vida não foi apenas ter passado na Fuvest, foi ter passado na Fuvest com TOC.
    Até hoje não sei como consegui. Um tempo depois, uma psicóloga conseguiu finalmente diagnosticar o que eu tinha, depois de 15 anos com a doença. Comecei tratamento psiquiátrico, e hoje estou bem melhor. Foi duro, pois foram anos de sofrimento, de choro, de ver minha mae desesperada comigo ainda criança com esses pensamentos ruins, sem saber o que fazer. Não tinha vontade de viver, achava que eu nunca iria ser curada, cheguei a me mutilar de desespero. Hoje, às vezes eu nem me reconheço, não sei como posso ser a mesma pessoa de anos atrás. Vale a pena procurar tratamento, o TOC é uma doença muito banalizada, mas tem cura.
    Parabéns mais uma vez pela iniciativa!

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    1. Olá Luiza, obrigado pelas palavras. REsolvi criar o blog justamente por não tem nenhuma informação sobre TOC vinda de um portador de TOC. Tudo o que temos é na literatura médica, as vezes com termos médicos mas que nunca vão se aproximar de um relato real de um portador de TOC. Conheço varias outras pessoas que tem TOC somente com pensamentos (obsessões sem compulsões) e te digo que o sofrimento de ambos é o mesmo, indepentende se vc tem rituais ou não.
      Espero que volte outras vezes :)
      Beijos

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  22. Oi Miguelito.

    Eu sou uma super hiper mega estranha, sem exageros ! Eu tenho um estilo exótico, gosto de usar roupa esquisita e como se isso não bastasse... sou bipolar e esquizóide - às vezes as coisas estão lindas e calmas e num piff... tudo fica negro e monótono (daí eu me isolo totalmente, desligo o celular, não falo com ninguém). Quando eu morava com a minha família era mais fácil controlar, porque sei lá... eu chegava em casa e encontrava alguém sorrindo, era contagiada pela felicidade deles; morando "solita" é meio complicado sabe... eu olho para os lados e só vejo paredes e janelas ! Não tenho facilidade para fazer amizade e sempre que surge alguma eu me empolgo no início, depois isso passa, porque para manter uma amizade é preciso se importar com a pessoa... mandar SMS,visitar, abraçar,sair junto, essas coisas. Comecei a faculdade ano passado, como eu me sinto lá ? Uma deslocada.Mas consigo me sair bem, pois escolhi uma área que me encanta - literatura. É isso !
    Um abraço estranho (rsrsrsr) !
    Ah... visita o meu blog ?
    maniatorta.blogspor.com

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  23. A Lia escreveu: "nos dedicar a nós mesmos, fazer aquilo de que gostamos ajuda muito". Então é por isso que eu definitivamente não consigo me sentir plenamente feliz. E faço parte desse clube que ama a arte, o teatro... E lá estou eu em uma área nada a ver com tudo o que realmente me fascina!

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  24. Li a introdução do seu blog e gostei. Mas, por enquanto, só li a introdução. Este é um dos problemas que o TOC me trouxe: pouca concentração. Depois de anos de repetições e rituais "intermináveis", eu admiti que tinha o problema. Só que quando fiz isso, parece que minha vida acadêmica desmoronou. Antes, eu era uma boa aluna. Agora, mal consigo estudar. Na sala de aula, tive que substituir o caderno pelo notebook, porque não conseguia - e ainda não consigo - escrever numa velocidade que me permita acompanhar o professor e o resto da turma. Sinto que meu rendimento caiu e fico constrangida, com vergonha mesmo, de perguntar mais de uma vez, o que me coloca em uma situação complicada, pois não entendo e não pergunto de novo. É angustiante! Falei com o psiquiatra sobre a possibilidade de começar a tomar ritalina, mas ele contra, porque, segundo ele, meu déficit de atenção é em decorrência do TOC, não um outro transtorno que precisa ser tratado separadamente. Só que eu tenho medo de não conseguir me formar. Na universidade, ultimamente, sou um fracasso... Como eu poderia lidar com isso?

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  25. O TOC para mim está na fase pior! Já fazem quase 4 anos de tratamento, muito remédio, terapias e nada. É só surgir uma ansiedade, e pronto, lá vem o TOC. Gostaria de ter pessoas para conversar sobre o assunto. Quem puder, deixe e-mails para contato.

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    1. Já formei na faculdade, foi uma desgraça conseguir me livrar de tantos pensamentos. O meu TOC é para o lado de pensamentos. Penso que meu amigo é 666, que Deus é desgraça e coisas do tipo. E já não sei mais o que faço. Estou perdendo meu amor, meu trabalho e minha vida com o TOC. Quem puder, me ajude!

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  26. Eu tenho toc, faz uns 4 anos e sofro mt por causa dessa doença, e cada fez mais ela esta se agravando em mim. Nos últimos dois anos ela se agravou mt. Isso afeta demais a minha vida, tem vezes que ate msm eu percebo que aquilo que estou fazendo é ridículo , ja passei por situações que fui chamada se loca,,, não aquento mais ser assim tenho raiva por ser desse jeito eu só queria ser uma pessoa normal, choro todos os dias na frente do espelho e fk me perguntando pq sou assim, pq tenho essas manias todas ja pensei ate em me matar, pois fk 4 horas só para limpar meu quarto, e mais 2 horas para lavar meus lençóis minhas toalhas, emfim minhas roupas, eu lavo minhas mãos umas 300 vezes por dia e só com sabão em po ou com algum produto que seje só meu que só eu uze, as vezes deicho a torneira ligada para não encosta nela ou pego com Papel higienico, não gosto que ninguém lave minhas a roupas a não ser eu mesma e odeio quando alguem toca nas minhas coisas.. Quando caminho na rua as pessoas riam de mim pois eu ando quase que nas pontas dos dedos para não encostar meu pés em algum óleo ou combustível que os carros derrubam no chao msm estando de tenis , chego a andar no meio da rua esses tempos quase fui atropelada por um carro.
    Tenho namorado e essa doença me atrapalha mt ate no meu relacionamento pois tem vezes que faco meu namorado lavar as mãos enumeras vezes para poder encostar em mim. Eu não consigo tocar nenhum objeto sem depois ir lavar as mãos. Na cidade onde eu morro é bem pequena, não tem nenhum centro de ajuda, os médicos não tem esperiencia nenhuma sobre o assunto toc alguns nem sabem oq é isso e acham que eu to loca, e agora oq eu faço?

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  27. Boa tarde, não sei se esse blog ainda esta funcionando, mas gostei da ideia.

    Sofro de ansiedade, estava estudando para concurso e passei por uns perrengues daí fui procurar um especialista que me diagnosticou com esse problema.

    Estou tomando oxalato de escitalopram, reparei que estou demorando para ejacular, mas isso não é ruim, queria saber se vcs sabem da existência de estudos que afetem a inteligência e memória pela utilização deste remédio.

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  28. Oi boa tarde gostaria de entrar em contato com vcs pois estou passando por uma situacao semelhante e estou sofrendo muito estou tomando topiramato mais vejo que só estou piorando.:(

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  29. ola galera qeum que tenha toc pensamentos intrusivos se quiser deichar contato pra trocar informaçoes gostaria de conhecer pessoas que tambem tenha esse sintoma abrass

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  30. Olá! Achei interessante blog. Eu tenho TOC desde os meus 12 anos e agora estou com 34 anos.Sou formada em dois cursos superiores: história e direito. Tomo a medicação LuvOX. Sofri um divórcio, pois parceiro não aguentou as manias. É difícil, mas fazer o que? O meu medo é de ficar magra, ou seja, se não fizer os rituais, vou emagrecer.

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  31. Olá pessoal. Tenho TOC, e isso me incomoda bastante, tenho mania de contar as letras das palavras que ouço, seja conversando pessoalmente ou vendo a TV. Isso incomoda muito conto e reconto várias vezes, de trás pra frente, da frente para trás, as vezes fico até com dor de cabeça de tanto contar e não consigo parar. Eu até tento, mas quando percebo já estou contando novamente, isso sem falar nos pensamentos horríveis.É triste conciver com isso, mas nunca procurei um médico.

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